
Hipertensão arterial de difícil controle, e agora?
A hipertensão arterial, ou pressão alta, é uma condição muito comum e, na maioria das vezes, não causa sintomas. Apesar disso, quando não é tratada corretamente, pode trazer sérias consequências para o coração, os rins e o cérebro, aumentando o risco de infarto, AVC e insuficiência renal.
O tratamento inclui o uso regular dos medicamentos prescritos pelo médico e mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, manter o peso adequado e praticar atividade física com frequência.
Em algumas pessoas, a pressão continua alta mesmo com o uso de vários remédios. Essa situação é chamada de hipertensão resistente. Nesses casos, o médico precisa investigar se o tratamento está sendo seguido corretamente e se há outros fatores interferindo, como o uso de medicações que podem elevar a pressão, ou ainda investigar causas secundárias de hipertensão arterial (outras doenças que podem ser responsáveis pelo quadro). Não acredite que “sua pressão normal” é diferente e que seu corpo “se acostumou com um nível mais elevado de pressão arterial”. Isso pode lhe causar danos irreparáveis.
Também é importante verificar se a pressão sobe apenas no consultório, o que chamamos de “efeito do avental branco”. Para isso, podem ser feitos exames como a MAPA (monitorização ambulatorial da pressão arterial, que mede a pressão por 24 horas) ou a MRPA (monitorização residencial, feita com aparelhos padronizados com medidas realizadas em casa).
A boa notícia é que, na maioria dos casos, não existe uma causa rara por trás da hipertensão resistente. Com acompanhamento médico regular, uso correto dos medicamentos e hábitos de vida saudáveis, é possível manter a pressão controlada e proteger o coração.
